Tentando transformar minha mãe numa autêntica Hipster e descomplicar um pouco a linguagem da crítica musical especializada ( que tá conseguindo ser bem xarope com seus jargões meta-modernos) , a equipe do Gonzagatron resolveu criar uma sessão de Reviews voltada para os lançamentos de 2013 .
STROKES TENTANDO VOLTAR PARA O FUTURO
por Fabio RV
(foto @Casablancas_Julian)
Nem a mente mirabolante de Hugo Cabret , poderia bolar algo tão complexo como a "máquina do revés " (Comedown Machine) de Julian Casablancas e seu clube da esquina numa viajem interminável pelas influências musicais dos anos 80 , na qual o vocalista do Strokes embarcou durante a desmistificação dos mistérios da juventude de Phrazes For The Young (2009), e agora parece empolgar toda a banda nessa onda de experimentação. Prova disto, a banda parece que superou os fortes atritos ocorridos nas gravações de Angles(2011).
Quando qualquer banda entra nesse caminho de experimentação musical é claro que as críticas serão mais pesadas., a ponto de surgirem algumas minhocas na cabeça do pessoal da Rolling Stone :
" Não está muito claro porque os Strokes gravam discos atualmente não é? Comedown Machine parece mais uma demostração de o quanto Julian Casablancas respeita a New Age".
O pessoal de lá parece ainda não ter sacado que a banda saiu do rock cru e pesado do CBGB's , há algum tempo, para se render de vez a Glória Gaynor interior, ou a uma noite de festa no bairro do Village, prova disto o canto em falsete de " One Way Trigger". Ainda que algumas coisas presentes neste disco de 2013 pareçam jás ter sido testadas, timidamente, em First Impresion Of Earth(2005), vocô pode fazer um teste você ouvindo "Killing Lies","Evening Sun" e "Ask Me Anything" logo após a audição de Comedown Machine(2013).
Aos fãs mais ortodoxos de Strokes ,que já estão se desesperando, acalmem-se o combo "Big Mac" (que são aquelas faixas básicas onde a banda mostra o rock mais visceral que os consagraram no início dos anos 2000 ainda está lá em faixas como " All The Time", "50/50" e "Partners of Crime". No entanto, este disco no contexto geral vem menos calórico do que Angles(2011) no quesito rock and roll rápido e grosseiro.
1- Tap Out
Não sei quanto a vocês mais eu sinto o cheiro de Blondie , ou melhor ouço muito de "Heart of Glass" nessa canção de Comedown Machine.
2- All The Time
É aquela canção que vem com personalidade , rock visceral com uma linha de baixo marcante como em "Reptilia", com Fabrício Morreti soltando o braço na bateria.
3- One Way Trigger
A canção mais polêmica do disco, se a intenção da banda era fazer propaganda e fazer você ouvir várias vezes a música e ir as redes sociais pelo menos duas vez por dia para entender o que estava acontecendo, isso funcionou. Alguns disseram que as influências dessa música vem do tecno-brega outras das músicas de anime. Vamos fazer uma coisa :
4- Welcome To Japan
Teríamos o Eurythimes estaria fazendo uma canção para a trilha sonora de Jaspion 2000?
Nada disso é só o pessoal do Strokes ensaiando pra ser David Bowie , mas ainda pensando na Debbie Harry do Blondie.
5- 50/50
Aqui vemos que o coração nova iorquino sujo de " Is This It" ainda bate, com um pitada de rebeldia adolescente. Riff de guitarra contagiante e vocal raivoso.
6- 80's Comedow Machine
Uma " Ask me Anything " um pouco menos sombria.
7- Slow Animals
Uma música muito interessante , com vocal suave e uma bateria caprichada em requinte.
8- Chances
Essa canção lembra muito o que a maioria das bandas como Foster To The People e até The Killers andam fazendo ultimamente.
9- Partners In Crime
Mais uma faixa com bastante inovação e ousadia musical neste disco.
10-Happy Endings
Aqui é como se algumas canções de "Pet Sounds" fossem atualizadas para serem tocadas no seu video game de 8 bits.
11- Call It Fate, Call It Karma
Alguém me disse que essa é uma música de elevador feliz, mas não é bem assim me aprece mais uma canção do Tom Jobim sendo executado no estilo "Piano Bar" , a exemplo de "Call Me Back " em Angles(2011).
Phrazes For The Young(2009)- Julian Casablancas
Quando qualquer banda entra nesse caminho de experimentação musical é claro que as críticas serão mais pesadas., a ponto de surgirem algumas minhocas na cabeça do pessoal da Rolling Stone :
" Não está muito claro porque os Strokes gravam discos atualmente não é? Comedown Machine parece mais uma demostração de o quanto Julian Casablancas respeita a New Age".
O pessoal de lá parece ainda não ter sacado que a banda saiu do rock cru e pesado do CBGB's , há algum tempo, para se render de vez a Glória Gaynor interior, ou a uma noite de festa no bairro do Village, prova disto o canto em falsete de " One Way Trigger". Ainda que algumas coisas presentes neste disco de 2013 pareçam jás ter sido testadas, timidamente, em First Impresion Of Earth(2005), vocô pode fazer um teste você ouvindo "Killing Lies","Evening Sun" e "Ask Me Anything" logo após a audição de Comedown Machine(2013).
Aos fãs mais ortodoxos de Strokes ,que já estão se desesperando, acalmem-se o combo "Big Mac" (que são aquelas faixas básicas onde a banda mostra o rock mais visceral que os consagraram no início dos anos 2000 ainda está lá em faixas como " All The Time", "50/50" e "Partners of Crime". No entanto, este disco no contexto geral vem menos calórico do que Angles(2011) no quesito rock and roll rápido e grosseiro.
1- Tap Out
Não sei quanto a vocês mais eu sinto o cheiro de Blondie , ou melhor ouço muito de "Heart of Glass" nessa canção de Comedown Machine.
2- All The Time
É aquela canção que vem com personalidade , rock visceral com uma linha de baixo marcante como em "Reptilia", com Fabrício Morreti soltando o braço na bateria.
3- One Way Trigger
A canção mais polêmica do disco, se a intenção da banda era fazer propaganda e fazer você ouvir várias vezes a música e ir as redes sociais pelo menos duas vez por dia para entender o que estava acontecendo, isso funcionou. Alguns disseram que as influências dessa música vem do tecno-brega outras das músicas de anime. Vamos fazer uma coisa :
- exclua o sintetizador e a parte mais exagerada do vocal que é onde Julian canta em falsete;
- concentre-se mo riff da guitarra;
4- Welcome To Japan
Teríamos o Eurythimes estaria fazendo uma canção para a trilha sonora de Jaspion 2000?
Nada disso é só o pessoal do Strokes ensaiando pra ser David Bowie , mas ainda pensando na Debbie Harry do Blondie.
5- 50/50
Aqui vemos que o coração nova iorquino sujo de " Is This It" ainda bate, com um pitada de rebeldia adolescente. Riff de guitarra contagiante e vocal raivoso.
6- 80's Comedow Machine
Uma " Ask me Anything " um pouco menos sombria.
7- Slow Animals
Uma música muito interessante , com vocal suave e uma bateria caprichada em requinte.
8- Chances
Essa canção lembra muito o que a maioria das bandas como Foster To The People e até The Killers andam fazendo ultimamente.
9- Partners In Crime
Mais uma faixa com bastante inovação e ousadia musical neste disco.
10-Happy Endings
Aqui é como se algumas canções de "Pet Sounds" fossem atualizadas para serem tocadas no seu video game de 8 bits.
11- Call It Fate, Call It Karma
Alguém me disse que essa é uma música de elevador feliz, mas não é bem assim me aprece mais uma canção do Tom Jobim sendo executado no estilo "Piano Bar" , a exemplo de "Call Me Back " em Angles(2011).
Influência que vão além do rock roll visceral, do punk novaiorquino de CBGB's existem na sonoridade dos Strokes há muito tempo , só que não escutou " Soma", " Under Control" e outras faixas citadas anteriormente nesse review é que ainda torce o nariz toda vez que a banda, foi assim com Angles(2011), apesar da maioria das revistas musicais especializadas terem elogiado bastante o disco, ele causa até hoje certa polêmica entre o pessoal que tem uma camiseta com a letra inteira de " Last Nite" estampada. Mas se uma banda não causar polêmica, se reinventar e causar um burburinho, toda vez que lança um disco e ficar só em mais do mesmo não há fã ou talento musical que resista por muito tempo.
Hasta Pronto !
Comedown Machine(2013):
Angles(2011)
Phrazes For The Young(2009)- Julian Casablancas





