Mostrando postagens com marcador Rock 'n' Roll. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock 'n' Roll. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

GONZAGATRON #002 - A fúria do bolovo

BOA NOITE, SENHORAS E SENHORES!


Está no ar a 2ª edição do Podcast Gonzagatron, e dessa vez vamos falar da fúria nossa de cada dia!

O que ouvir quando se quer controlar a raiva? O que ouvir quando se quer extravasar a raiva? O que ouvir quando a sua filha chora? O que ouvir enquanto se rola de uma escada?

Luis Santos, Gabi Vieira, Jacque Plensack, Rodrigo Longo, Fabio R.V. e Rafael Pacheco desabafam sua ira!


Aviso: Para fazer o download do mp3 do programa é só clicar na setinha azul no canto direito do player!


Estamos presentes nas melhores redes sociais do ramo! Sigam, comentem, critiquem, e conversem com a gente!
twitter.com/gonzagatronblog
gonzagatron@gmail.com
facebook.com/gonzagatron


Músicas deste podcast:

System of a Down - Boom!
Vivendo do Ócio - Fora, Mônica!
Faith no More - Ashes to Ashes
Thiago Pethit - Fuga nº 1
Pantera - Fucking Hostile
The Who - The real me
Rage Against the Machine - Killing in the name
Iggy and the Stooges - Search and destroy
Radiohead - 2+2=5
John Williams - The imperial march
Matanza - Eu não gosto de ninguém
Johnny Cash - The man comes around

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PLATÉIA DO ROCK


Por Paulo Rico

Numa cidade onde o problema é a auto-identificação, muitas pessoas fazem grupos de rock destinados à compartilharem com outras pessoas dificuldades idênticas. Mas, não existe muita diferença entre o artista e o público. Infelizmente, muitos acham que o artista sabe e conhece coisas ocultas, o que não é verdade. Simplesmente, o artista deve ter o ego seguro para que as pessoas o amem pelo o que faz, e não pelo o que é. O artista tem sentimentos próprios, mas, acha que, fora do palco ou da televisão, ele se apaga, se torna vazio e comum. Todos nós somos idênticos, não somos?

Kurt Cobain construiu um novo império, mas, durou tempo demais, tempo suficiente para sentir o vazio do tédio e do ócio. Quem trabalha das oito às seis, não sabe a sorte que tem. Quando tenho um tempo livre, eu o aproveito o máximo possível. Mas, o que há de excepcional nisso? Simplesmente o fato de ser ocasional e raro.

Lembro-me dos primeiros tempos do “Nirvana”, eu tinha acabado de me alistar no exército quando a febre do álbum “Nevermind” estourou nas cabeças dos jovens daquela época. Às pessoas então começaram a usar cabelos compridos novamente, como nos anos 70, e conhecíamos uns aos outros. Lá estava eu, tentando me livrar o alistamento militar, quando três rapazes invadiram à nova onda do rock alternativo. Amigos, músicos e poetas locais se reuniam no fim de semana para discutirem e lerem seus poemas e onde os mais velhos vinham pegar suas garotinhas e onde eu ia beber em memória de mais uma semana desperdiçada. Primeiramente o “Nirvana” surgiu como novidade, depois como um modo de vida; calças rasgadas e camisetas flaneladas, um modo de viver que cresceria junto com o mito Kurt Cobain.

Enfim, escapei do exército e comecei a prestar atenção no som da banda de Seattle. Será que Kurt Cobain jamais soube como ele mudou à música no início da década de 90? Será que estava preso no seu próprio mundo? Ou será que foi um golpe de sorte que poderia ter acontecido com qualquer um? Nunca saberemos, e se ele sabia jamais diria.

Se Kurt não tinha nada a ver com o sucesso do “Nirvana”, então sua morte pode ser compreendida com mais clareza. Podemos imagina-lo inútil, sentindo-se talvez como um joguete das circunstâncias, sentido que não tinha coisa alguma à oferecer. Será que fracassou em seu desejo de ser músico? Lembro-me dele nos programas de televisão; desanimado, deslocado e ao mesmo tempo inquieto.

Mas, talvez, ele fosse realmente um gênio como muitos dizem, tornou-se líder supremo de uma geração. Se ele era um grande inovador exprimindo suas vontades e trazendo honestidade a um meio corrupto e caótico, muitos devem ter sofrido quando ele resolveu tirar a própria vida com um tiro na cabeça. O que haveríamos de fazer depois desta tragédia? Acabaram as excursões, as intrigas, os planos, os truques e o mito. Antes de morrer, teria ele ficado sozinho e depressivo, debruçado sobre músicas colossais, tentado encontrar as palavras certas para suas canções? Talvez queria afirmar sua competência perante os outros e perante a si mesmo.

Será que o público já sabe que, na idade em que se encontram os artistas, estão hoje com uma vida definida; segurança, família, um emprego? Muitos já são casados e tem um filho ou dois e estão com suas vidas ordenadas, alguns com finalidade, outros não. Isso acontece com as pessoas que são menores ou maiores, ou pelo menos, muito diferente de mim e de você. E no entanto, não há filho mais delinquente, não há família mais caótica do que a platéia que se senta a mesa do rock.

Quem exprime suas emoções com tanta violência? Se a platéia do rock é apenas uma única e imensa pessoa, você precisa ser forte – se é um músico – para não depender dela. Se você subir num palco procurando amor, prepare-se, ou como diria os analistas, não dependa de ninguém, nem de seus amigos e nem do seu amor, porque a frustração só pode ser vivida de um modo violento. Se há alguma falha, então as energias são empregadas para copiar os piores aspectos da pessoa, e em breve tanto a mente como o corpo estão exaustos. Então, corremos para o quarto para colocar a cabeça em ordem, para tentar segurar a barra, para encontrar uma saída.

Como é verdade! Você não pode corresponder às expectativas de todo mundo, que você não pode ser tudo para todos. E se é verdade que você não pode ser outra coisa a não ser o que você é. Então, deve ser forte se pretende colocar essas coisas num palco, em público, diante “deles” que esperam e preveem o tempo todo a queda de seus ídolos. E se é verdade, é inevitável e triste, e nada pode ser feito para eliminar vícios tão antigos e que os grandes heróis estão todos embalsamados, mortos com seus segredos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pequena história da música vol. 68: Erasmo Carlos - Parte I



Erasmo Esteves nasceu na Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio em junho de 41. Cresceu durante a ascensão do Rock 'n' Roll e da Bossa Nova, aproveitando sua vida suburbana e comendo as marmitas que eram entregues por um gordinho enfezado de nome Sebastião Maia.

O amigo Sebastião tinha uma banda, chamada The Sputniks. No entanto, por conta de vários conflitos causados pelo temperamento um tando difícil de Sebastião Maia, a banda foi desfeita. Seus integrantes remanescentes resolveram então convidar Erasmo Esteves para sua nova banda, The Boys of Rock - que mais tarde mudaria seu nome para The Snakes, por sugestão do entertainer Carlos Imperial.

A banda The Snakes então passou a ser banda de apoio de cantores como Roberto Carlos (que Carlos Imperial tentava emplacar como o Elvis Presley brasileiro), Sebastião Maia (que a essa altura já havia sido "rebatizado" como Tim Maia por Imperial, que tentava emplacá-lo, por sua vez, como o Little Richard brasileiro) e até mesmo Cauby Peixoto (Que nessa época lançava "Rock 'n' roll em Copacabana" e "That's Rock", composta por Carlos Imperial) . Foi nesta época que Erasmo tomou suas primeiras aulas de violão com o amigo Tim Maia.


Neste período, Erasmo Esteves finalmente decidiu trocar seu nome para Erasmo Carlos, em homenagem tanto a Roberto Carlos quanto ao "Padrinho de todos", Carlos Imperial.

Depois de uma rápida passagem pelo Renato e seus Blue Caps, Erasmo Carlos foi convidado a se juntar ao elenco do programa Jovem Guarda, junto com Roberto Carlos, Wanderléia e outros artistas apadrinhados por Imperial que tentavam iniciar a produção nacional de Rock 'n' Roll.





Na Parte II: The Rise and Fall of Jovem Guarda!