sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PLATÉIA DO ROCK


Por Paulo Rico

Numa cidade onde o problema é a auto-identificação, muitas pessoas fazem grupos de rock destinados à compartilharem com outras pessoas dificuldades idênticas. Mas, não existe muita diferença entre o artista e o público. Infelizmente, muitos acham que o artista sabe e conhece coisas ocultas, o que não é verdade. Simplesmente, o artista deve ter o ego seguro para que as pessoas o amem pelo o que faz, e não pelo o que é. O artista tem sentimentos próprios, mas, acha que, fora do palco ou da televisão, ele se apaga, se torna vazio e comum. Todos nós somos idênticos, não somos?

Kurt Cobain construiu um novo império, mas, durou tempo demais, tempo suficiente para sentir o vazio do tédio e do ócio. Quem trabalha das oito às seis, não sabe a sorte que tem. Quando tenho um tempo livre, eu o aproveito o máximo possível. Mas, o que há de excepcional nisso? Simplesmente o fato de ser ocasional e raro.

Lembro-me dos primeiros tempos do “Nirvana”, eu tinha acabado de me alistar no exército quando a febre do álbum “Nevermind” estourou nas cabeças dos jovens daquela época. Às pessoas então começaram a usar cabelos compridos novamente, como nos anos 70, e conhecíamos uns aos outros. Lá estava eu, tentando me livrar o alistamento militar, quando três rapazes invadiram à nova onda do rock alternativo. Amigos, músicos e poetas locais se reuniam no fim de semana para discutirem e lerem seus poemas e onde os mais velhos vinham pegar suas garotinhas e onde eu ia beber em memória de mais uma semana desperdiçada. Primeiramente o “Nirvana” surgiu como novidade, depois como um modo de vida; calças rasgadas e camisetas flaneladas, um modo de viver que cresceria junto com o mito Kurt Cobain.

Enfim, escapei do exército e comecei a prestar atenção no som da banda de Seattle. Será que Kurt Cobain jamais soube como ele mudou à música no início da década de 90? Será que estava preso no seu próprio mundo? Ou será que foi um golpe de sorte que poderia ter acontecido com qualquer um? Nunca saberemos, e se ele sabia jamais diria.

Se Kurt não tinha nada a ver com o sucesso do “Nirvana”, então sua morte pode ser compreendida com mais clareza. Podemos imagina-lo inútil, sentindo-se talvez como um joguete das circunstâncias, sentido que não tinha coisa alguma à oferecer. Será que fracassou em seu desejo de ser músico? Lembro-me dele nos programas de televisão; desanimado, deslocado e ao mesmo tempo inquieto.

Mas, talvez, ele fosse realmente um gênio como muitos dizem, tornou-se líder supremo de uma geração. Se ele era um grande inovador exprimindo suas vontades e trazendo honestidade a um meio corrupto e caótico, muitos devem ter sofrido quando ele resolveu tirar a própria vida com um tiro na cabeça. O que haveríamos de fazer depois desta tragédia? Acabaram as excursões, as intrigas, os planos, os truques e o mito. Antes de morrer, teria ele ficado sozinho e depressivo, debruçado sobre músicas colossais, tentado encontrar as palavras certas para suas canções? Talvez queria afirmar sua competência perante os outros e perante a si mesmo.

Será que o público já sabe que, na idade em que se encontram os artistas, estão hoje com uma vida definida; segurança, família, um emprego? Muitos já são casados e tem um filho ou dois e estão com suas vidas ordenadas, alguns com finalidade, outros não. Isso acontece com as pessoas que são menores ou maiores, ou pelo menos, muito diferente de mim e de você. E no entanto, não há filho mais delinquente, não há família mais caótica do que a platéia que se senta a mesa do rock.

Quem exprime suas emoções com tanta violência? Se a platéia do rock é apenas uma única e imensa pessoa, você precisa ser forte – se é um músico – para não depender dela. Se você subir num palco procurando amor, prepare-se, ou como diria os analistas, não dependa de ninguém, nem de seus amigos e nem do seu amor, porque a frustração só pode ser vivida de um modo violento. Se há alguma falha, então as energias são empregadas para copiar os piores aspectos da pessoa, e em breve tanto a mente como o corpo estão exaustos. Então, corremos para o quarto para colocar a cabeça em ordem, para tentar segurar a barra, para encontrar uma saída.

Como é verdade! Você não pode corresponder às expectativas de todo mundo, que você não pode ser tudo para todos. E se é verdade que você não pode ser outra coisa a não ser o que você é. Então, deve ser forte se pretende colocar essas coisas num palco, em público, diante “deles” que esperam e preveem o tempo todo a queda de seus ídolos. E se é verdade, é inevitável e triste, e nada pode ser feito para eliminar vícios tão antigos e que os grandes heróis estão todos embalsamados, mortos com seus segredos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pequena história da música vol. 68: Erasmo Carlos - Parte I



Erasmo Esteves nasceu na Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio em junho de 41. Cresceu durante a ascensão do Rock 'n' Roll e da Bossa Nova, aproveitando sua vida suburbana e comendo as marmitas que eram entregues por um gordinho enfezado de nome Sebastião Maia.

O amigo Sebastião tinha uma banda, chamada The Sputniks. No entanto, por conta de vários conflitos causados pelo temperamento um tando difícil de Sebastião Maia, a banda foi desfeita. Seus integrantes remanescentes resolveram então convidar Erasmo Esteves para sua nova banda, The Boys of Rock - que mais tarde mudaria seu nome para The Snakes, por sugestão do entertainer Carlos Imperial.

A banda The Snakes então passou a ser banda de apoio de cantores como Roberto Carlos (que Carlos Imperial tentava emplacar como o Elvis Presley brasileiro), Sebastião Maia (que a essa altura já havia sido "rebatizado" como Tim Maia por Imperial, que tentava emplacá-lo, por sua vez, como o Little Richard brasileiro) e até mesmo Cauby Peixoto (Que nessa época lançava "Rock 'n' roll em Copacabana" e "That's Rock", composta por Carlos Imperial) . Foi nesta época que Erasmo tomou suas primeiras aulas de violão com o amigo Tim Maia.


Neste período, Erasmo Esteves finalmente decidiu trocar seu nome para Erasmo Carlos, em homenagem tanto a Roberto Carlos quanto ao "Padrinho de todos", Carlos Imperial.

Depois de uma rápida passagem pelo Renato e seus Blue Caps, Erasmo Carlos foi convidado a se juntar ao elenco do programa Jovem Guarda, junto com Roberto Carlos, Wanderléia e outros artistas apadrinhados por Imperial que tentavam iniciar a produção nacional de Rock 'n' Roll.





Na Parte II: The Rise and Fall of Jovem Guarda!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

The Black Keys las piedras de El Camino






 The Black Keys é uma banda formada em 2001, na cidade de Akron, Ohio (EUA) por dois sujeitos , que cansados de seus empregos medíocres  resolveram cair na estrada com sua mini van (El Camino) e sair fazendo apresentações pelo país.




Isso não teria importância nenhuma  se alguns anos depois os rapazes não conseguissem ganhar Grammys e os ingressos para shows da banda no Madison Square Garden, não se esgotassem em 15 minutos( 13 mil ingressos somente no ano de 2010 para esses shows).

E do esquema: "trabalhar, ganhar algum dinheiro, sair em turnê por quinze dias voltar pra Akron, arrumar mais dinheiro, sair em turnê novamente" passou por uma transformação .


"Quando você faz o seu trabalho com dedicação suficiente, você navega por caminhos que nunca
pensou serem possíveis"




São integrantes do B. Keys : Patrick Carney baterista, ex atendente de telemarketing, e Dan Auerbach guitarra e vocal. Auerbach é o cara abandonou a faculdade porque achava que ficar ouvindo blues era muito  mais importante.



NO PORÃO DO BLUES


A banda fez discos que apostam numa mistura explosiva de blues e rock que já consagraram bandas como Cream Jimi Hendrix Expirience e Yardbirds,



  • The Big Come Up(2002), álbum de estreia foi sucesso de critica e vendas e rendeu contrato com um selo alternativo "Fat Possum".  Traz uma cover de "She Said, She Said" (Beatles) e muito blues em músicas como "Busted" e  a faixa título "The Big Come Up".
  • Thickfreakness (2003) segue a mesma tendência e apresenta cover de "Everywhere I Go" de Junior Kimgburg, uma das maiores influências de Dan Auerbach, e "Have Love Will Travel" de Richard Berry.



Esses discos foram gravados no porão da casa de Patrick Carney, em Akron, usando um gravador de rolo.

  • Rubber Facctory (2004), o disco leva esse nome porque os membros da banda estavam morando num quarto alugado na cidade de Akron, próximos a uma fábrica de pneus "General Tire".




É um disco impressionante do começo ao fim, que parte do blues tradicional de "When The Lights Go Out", vai ficando bem mais pesado em "Just Could Tie Me Down". Pop em "Girls Own My Mind". A depressiva "The Lengts" é uma canção belíssima.


O disco se encerra com músicas como "Grown So Ugly", "Stack Shot BillY", "Keep Me"( uma canção 95% inspirada por Steve Ray Vaughan).


As canções desse disco levariam  qualquer  Bluesman tradiciona  a dizer :


"Good Work, Guys!"



Magic Potion (2006), mostra além das influências do blues  uma pegada  mais  Rock and Roll, mais especificamente  de Hendrix  ouça "Modern Times",      "God  Bye Babylon"   e comprove.


Ainda no mesmo ano um EP tributo a Junior Kimgbourg, intitulado Chulahoma com 7 músicas excelentes  recheadas de soul e blues . Merecem destaque "Keep Your Hands Of  Her " q e "Work Me".




TORNANDO-SE UMA BANDA DE PROFISSIONAIS


  • Attack & Realease (2008) é o primeiro álbum gravado em um estúdio realmente  profissional .Os planos da banda eram contar com a participação de Ike Tuner neste disco o que não foi possível devido ao falecimento de Ike ,em dezembro de 2007.  Portanto a produção ficou a cargo de  Brian Burton (Danger Mouse, que já trabalhou com artistas como Gorilaz e Gnalrs Barkley). 




Um dos Review feitos pela BBC  define o disco como:


" ...is a splendid kick in the ears"

A Rolling Stone, mencionou Attack & Release,  na sua lista de melhores discos produzidos nos anos 2000's.

A mudança de sonoridade, para um timbre "pop" fica evidente em "Strange Times" (disponível no primeiro espisódio do podcast) e na faixa "Remember When B Side". O disco apresenta variações de soul music em  "So He Wont Break", " Oceans and Streams", experimentalismo em "Psycotic Girl" e "Same Old Thing".



DAN AUERBACH VAI AO SOLO



Em 2009, Dan Auerbach, lança álbum solo "Keep It Hid".

O albúm inicia-se com um pouco de gospel music, "Trouble Weights a Ton", fica mais pesado, em "I Want Some More" até despontar em "Heartbroken In Disrepair", que dilacera o coração de qualquer um.

O clima "Zen"  assume as faixas seguintes e prossegue até ser quebrado por um pouco de de R&B e Jazz em "Mean Moonson" . Tem pouco do tempero do pop-rock  em " My Last Mystake" e inspiração em  Hendix e suafenomenal Foxy Lady é perceptível  em "Street Walkin".




TENTANDO DOMINAR O MUNDO


No ano seguinte,  os  Keys, voltam a cena musical com o disco Brothers, gravado no Alabama, e produzido por Mark Neil. Este álbum tem muito da personalidade do  rock and roll e rendeu  os 5 indicações para o  Grammys  Award.  No fim das contas a banda conseguiu  ganhar 3 Grammys , inclusive melhor disco Alternativo, e Melhor Perfomance de Rock.

A música "Tighten Up" colocou a banda no nº 1 das paradas da Bilboard para Rock e Música Alternativa pela  primeira vez na carreira do The Black Keys.  A revista Rolling Stone mencionou o álbum como 2º lugar entre álbuns lançados no ano de 2010.

Entre as músicas está  uma homenagem ao blues raivoso de Howlin Wolf, em " Howlin' For You", que merece respeito. Uma alvorada mística  em "The Only One" e " To Afraid to Love You".


Muito soul em " Sinistir Kid", Rithmin and Blues, em "The Go Getter", " Im Not The One".E
 prossegue com um pouco da aura de  cantoras como  Ella Fitz Gerald e  Norah Jones ,"Never Gonna Give You Up". Encerando-se  com melodias melancólicas até em "Broken Dreams".




EL CAMINO

(2011)

" Em dez anos e sete discos, Dan Auerbach & Patrick Carney,transformaram um projeto de blues
de garagem numa das bandas mais importantes da America"( Rolling Stone Magazine)  




"Danger Mouse tem levado o The Black Keys a atinjir sua máxima eficiência
musical a banda dispara todas suas armas no desafio de ser a melhor
banda de garagem a vir dominar o mundo "( New Musical Express).




" Condensando o soul do anos 60 apresentado em Brothers, The Black Keys
inteligentemente traduz o som para o presente(2010's) de uma maneira explosiva e 
de primeira linha" ( All Music.com)




"Eles ainda estão sintonizando o canal do rock clássico, mais agora é 
mais T.Rex do que Cream" ( Bilboard- El Camino Track By Track)




 Depois dê feita essa apresentação formal de El Camino ao pessoal do Gonzagatron, cabe aqui deixa minhas impressões(sejam elas grande coisa ou não):


El Camino é um albúm FELIZ, tanto no sentindo musical quanto na capacidade de fazer você esquecer a ressaca da noite anterior e expelir a fumaça dos seus pulmões, e querer sair por aí domingo de
manhã, ao sol, para fazer um passeio e encontrar o melhor das pessoas.



É um disco que leva a sério aquela famosa ideia dos Beatles de:

" O amor que você leva é igual ao amor que você faz"   



Canções  como " Lonely Boy", "Dead and Gone" e " Stop Stop" são de uma energia tão positiva que faz você esquecer dos seus problemas , por algum momento  e  sorrir para o mundo.



"Litle Black Submarines" é uma viajem introspectiva que pede por um pouco de esperança aos velhos planos talvez já esquecidos.



"Peguei você
                    Te desapontei
                                       Onde eu quero ir
                                                Para um lugar onde eu possa me esconder
                                                      Você me conhece, eu tinha planos
                                                                          Mas eles desapareceram"






Músicas como " Gold On The Ceiling" e "Mind Eraser" são um daqueles socos que te deixam atordoados
sem saber o que está acontecendo.





Por isso tudo, pode-se dizer, que The Black Keys,  é uma banda que consegue transformar o que existe de melhor de uma maneira autentica e criativa..









CURIOSIDADES




  •   "Ill be your man", do disco "The Big Come Up"(2002) é tema da série de TV americana Hung ;




  •  Jhonny Deep, participou do show do Black Keys no MTV- Movie Awards de 2012

           tocando guitarra;



  •  A banda participou no show de comemoração dos 50 anos dos  Rolling Stones

           em 15/12/12;



  •  El Camino, recebeu mais cinco indicações  no 55º Grammy Awards, a premiação acontece no dia

           10/02/2013;


  •  The Black Keys será uma das atrações do Lollapalooza Brasil em 2013;




  •  Em entrevista para a revista Uncut (e veiculada pela Rolling Stone) a banda diz que entra em estúdio em janeiro de 2013, e promete lançar o novo disco ainda em março deste ano; 










Minha primeira vez - "Samba Esquema Noise", por Mundo Livre S/A

Olá, senhoras e senhores!

Estamos aqui inaugurando uma das séries temáticas deste blog chamada "Minha primeira vez".

Aqui a gente vai ouvir e comentar os álbuns de estreia da galera, e logo de cara eu e o Marcus escolhemos o disco "Samba Esquema Noise" pra ouvir junto com vocês.

Você pode ouvir o disco AQUI ou baixar o mp3 AQUI.


01 - Manguebit

Uma música, quase que manifesto do que seria o famigerado movimento recifense. O legal é que apesar de ser um disco lançado na sombra do Da Lama ao Caos, não ficou preso à estética que consagrou CSNZ. Usou o punk, o samba rock, o ska e uma malandragem e swing dignas de Jorge Ben.

02 - A bola do jogo

Uma música belíssima, com uma levada entre o reggae e o baião e um riff de guitarra bastante inspirado em Redemption Song. Nesta música, o MLSA toca de forma muito bonita na manifestação da alma do homem do mangue.

03- Livre Iniciativa

Qualquer coisa dita sobre as letras engajadas do ZeroQuatro seriam bobagens perto de "Uma arma fumegante na mão e uma idéia na cabeça". Essa faixa tem tantas referencias diferentes que nem dá pra citar tudo de uma vez: começa num samba-cavaco-nervoso vira um heavy metal, depois se grita samba esquema noise, citação do Jorge Ben e seu primeiro disco "samba esquema novo" e a frase citada acima é uma releitura do "uma câmera na mão e uma idéia na cabeça" do também revolucionário Glauber Rocha.

04 - Terra Escura

Cavaco-pandeiro-psico-lisergico-sambadélico.
Sem mais.

05 - Saldo de Aratu

Uma música que fala de severas dificuldades financeiras de uma forma melancólica e bem-humorada. A música tem um ritmo próximo a uma mistura de soul, samba e reggae, e culmina numa seção instrumental que me parece bem inspirada no “Abraxas” do Carlos Santana.

06 - Uma Mulher com W... Maiúsculo

Vânia por exemplo tinha um W imenso. Um tratado sobre voluptuosidade aplicada à orla marinha.

07 - Homero, o Junkie

Todos os conflitos humanos em busca da felicidade tendo a proximidade da morte como pano de fundo. Alia-se isso a uma pancada rock'n roll e um refrão pegajoso. Essa era a típica música pra agitar o bate cabeça - Ah os anos 90...

08 - Rios (Smart Drugs), Pontes & Overdrives

Um reggae/dub sobre a cidade de Recife.Extremamente chapante.

09 - Musa da Ilha Grande

É como um prefácio pra mulher com W - tanto que foi o que aconteceu nos discos posteriores da banda com o "Melô das Musas". Sacnagem e malandragem: não é a toa que rima.

10 - Cidade Estuário

Um instrumental que poderia ter sido gravado pela Vitória Régia na fase áurea de Tim Maia. Mais uma ode a Recife, fazendo um paralelo entre a lama do mangue e a cultura urbana periférica. Fala da convivência conflituosa e culturalmente fértil entre o que é captado pelas antenas do mangue e o que é transmitido pelos homens-caranguejo.

11 - Rapaz do B... Preto

Poderia falar da apropriação das estéticas típicamente urbanas que o Manguebit faz, inserindo nela a sua cultura local. Poderia tbm citar a menção a Jorge Ben de novo (rapaz do bonezinho preto x homem da gravata florida). Mas a pancada sambadélica roqueira só me fez pensar no Jimi Hendrix queimando um cavaquinho, sem camisa e com um apito na boca... Desculpa, poderia ter sido mais acadêmico.

12 - Sob o Calcamento (Se Espumar e Gente)

Apenas um dos vários exemplos da atualização do maracatu realizada pelo manguebit. Aqui ele é fundido com elementos de bandas como Prodigy e Crystal Method, além de pitadas de punk rock.

13 - Samba Esquema Noise

Essa música é meio que uma surpresa depois de você ouvir o disco inteiro. Uma pegada completamente diferente. Não vou descrever. Ouça o disco inteiro e deixe-se surpreender...




sábado, 19 de janeiro de 2013

Tem um assassino à solta no Texas - Ghoultown

       A primeira imagem que me vem a cabeça quando ouço a palavra Texas, e provavelmente alguns de vocês  é  a dos filmes de faroeste como "Três Homens em Conflito" (The Good, the Bad And the Ugly -1966),  El Dorado(1966) e Django( não esse aí do Tarantino, mas do de 1966 ) ou a de Chuck Norris , eterno "Texas Ranger", aproveitando-se de alguns elementos desse clichê  a banda Ghoultown ,  uma das quais vocês vão encontrar na primeira edição do podcast,  junto aos filmes e contos de terror encontra inspiração para compor suas canções.

      
" Sou um assassino de sangue frio
minha alma está corrompida e dilacerada
trago o coração sombrio  do  Texas"
(There's a Killer In Texas)



    Formada em 1999, o  Ghoultown, é um dos representantes do chamado "Hellbilly/Gothabilly",  cujo um dos primeiros representantes oficiais foi o The Cramps , e do  "Horror Punk".

"Ghoul" (Fonte: Comicvine.com)






DISCOGRAFIA :

  • Boots of Hell - 1999
  • Tales From the Dead West - 2000
  • Give 'Em More Rope - 2002
  • Tales From the Dead West (European version) - 2002
  • Live From Texas! - 2004
  • Bury Them Deep - 2006
  • Life After Sundown - 2008
  • Skeleton Cowboys (vinyl) - 2008
  • Mistress of the Dark - 2009( Um disco baseado no filme " Elvira a Rainha das Trevas"  de 1988)
  • The Unforgotten: Rare & Un-Released (digital) - 2012




  • mais sites sobre a cultura Gotichabilly/Horror Punk

http://bloodovertexas.com/
ttp://www.rue-morgue.com/






VIDEOS



Carrin The Coffin - do DVD " Ao Vivo no Texas"(2004)




Django - Fime(1966)






Então meus caros "tejas" , vamos encher um copo com Dr. Pepper ou uísque se você preferir e celebrar



BANDAS SIMILARES






quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

INAUGURAÇÃO

BOA NOITE, SENHORAS E SENHORES!

Estamos iniciando neste momento as nossas transmissões! Lavando a roupa suja da música sem frescura!

O Gonzagatron é um blog para falar de música e todas as coisas da vida relacionadas a ela. Ou seja, a gente vai falar de tudo um pouco, mas sempre botando uma musiquinha pra tudo fazer sentido.

Aqui você vai ver resenhas, vídeos, textos, imagens, notícias e tudo que for de mais legal no universo musical.

E para começar com o pau na mesa, apresentamos a vocês logo de cara a 1ª edição do nosso PODCAST!

GONZAGATRON #001 - O que aprendemos a amar em 2012


Neste episódio, Luis Santos, Gabi Vieira, Rodrigo Longo, Fabio RV, e Jacque Plensack falam sobre as músicas que descobriram ou redescobriram no ano maldito de 2012.

Aviso: Para fazer o download do mp3 do programa é só clicar na setinha azul no canto direito do player!

Músicas deste podacst:

Erasmo Carlos - Sorriso dela
Nina Zilli - L'Amore È Femmina
Cascadura - O delator
Alice in Chains - Would?
Wolfgang Amadeus Mozart - 1. Overture (Don Giovanni ROH'88)
Lô Borges - Clube da esquina II
Lucia - Silence
Down - Witchtripper
The Black Keys - Strange times
The Beach Boys - God only knows
Coldplay - Clocks
We Came as Romans - What I wish I never had
Ghoultown - Skeleton cowboys
Stevie Wonder - Higher ground


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